Internet no exterior: 3 opções testadas e aprovadas

Mulher sentada de costas em um café com um laptop - internet no exterior

Internet no exterior: 3 opções testadas e aprovadas

Conexão com a internet ajuda muito nas viagens. É possível usar o Google Maps para não se perder, buscar avaliações de restaurantes (e fugir das armadilhas de turistas), ver horário, preço e localização das atrações, pedir um Uber, além de poder compartilhar tudo nas redes sociais e conversar com os amigos que ficaram no Brasil. Para ter acesso à internet no exterior existem várias soluções com preços e níveis de comodidade diferentes. Eu listei três opções que eu uso e recomendo e outras duas que não valem a pena.

1) Chip internacional: opção mais segura e conveniente

É a solução mais cômoda e segura para ter internet no exterior: você recebe o chip em casa, ainda no Brasil, e basta colocar no celular para ter internet e ligações ilimitadas. Já chega ao seu destino conectada e pode mandar uma mensagem para o seu alojamento, acessar Uber e outros aplicativos de mobilidade e ligar para casa caso alguma coisa dê errado. Se precisar de internet em outros dispositivos (laptop ou tablet, por exemplo) pode usar o próprio celular como roteador, sem custo adicional. Dentre as empresas que fornecem esse serviço no Brasil a que eu recomendo é a EasySim4U, que é super segura, o sinal funciona SUPER BEM e tem cobertura em 140 países. As leitoras do Saia pelo Mundo que usarem o cupom RBBVGRATIS na hora do pagamento ganham de presente frete gratuito na compra do chip 😉


 

2) Chip local: custo e benefícios médios

Funciona assim: você chega no país, vai até a loja de uma operadora local e compra um chip + um plano pré-pago. Não é necessário ter conta em banco no país, assinar contrato, nem ter comprovante de endereço. Basta levar o passaporte e escolher o plano que mais combina com as sua necessidade. A vantagem é que na maioria dos países dá para achar planos com preços acessíveis. A desvantagem é que a cada país que você visita tem essa chateação de ir até o centro ou shopping, ir de loja em loja comparando preços e características (o que é mais complicado se você não fala o idioma local). E sim, a gente fica meio perdida na hora de contratar um serviço no exterior. Eu uso esses dois sites que me ajudam MUITO a ter uma ideia de preço e o que esperar do serviço em cada país. Estão em inglês, mas nada que um Google Tradutor não resolva, não é mesmo?

  • Pre Paid GSM: tem uma lista das operadoras de celular em mais de 115 países, com preços e características dos planos pré-pagos.
  • Pre Paid Data SIM: é um site colaborativo (como uma Wikipedia) que tem dados sobre os planos, valores, dicas sobre o desempenho das operadoras, se é facial achar pontos de vendas e até se as pessoas do local sabem falar inglês. Isso tudo em mais de 120 países, super completo.

3) Wi-fi grátis: a opção mais econômica

A grande maioria dos hostels, hotéis e alojamentos do Airbnb oferecem wi-fi grátis. É cada vez mais fácil também encontrar internet gratuita em cafés, estacoes de metro, restaurantes e até praças.

placa escrito free wifi em um restaurante de frente para o mar - internet no exterior

Amamos wi-fi grátis <3

A vantagem é obvia: não custa nada. A desvantagem é que você tem que esperar o dia todo até chegar no alojamento e durante o dia tem que contar com a sorte para achar uma rede – o que em muitos países pode ser um problema.

App Instabridge

Para ajudar nessa indigna tarefa de ficar caçando internet grátis eu uso o aplicativo Instabridge, gratuito e disponível para Android e IOS. Ele mostra uma mapa com as redes próximas e tem um serviço de compartilhamento de senhas, ou seja, se um usuário acessou a internet de um restaurante com uma determinada senha, deixa essa informação disponível no app para que outras pessoas possam usar. Legal, né? Todas essas informações, claro, podem ser consultadas offline.  Eu já ouvi falar de outros aplicativos como Wifi Magic e Wifi Map, mas eu nunca testei (se você já experimentou, deixe um comentário pra gente!).

Internet no exterior: o que eu não recomendo

Wi-fi pago: pode ser bom ou mau negócio

É possível contratar um serviço de wi-fi pago que opera em vários países. Funciona assim: você faz o cadastro pelo site, paga com cartão de crédito e recebe um nome de usuário e uma senha. Com isso, você pode se conectar em qualquer lugar do mundo que tenha um ponto de wi-fi dessa empresa. O principal provedor desse serviço é a Boingo, com planos que custam 14,99 dólares por mês e dão direito ao uso ilimitado de internet ilimitada. O problema é os pontos de acesso estão concentrados em alguns países (dá para ver nesse mapa), inclusive o serviço é deficiente ou inexistente em países bastante populosos e turísticos. Canadá, África do Sul e Espanha têm pouquíssimos pontos de acesso. Argentina e Chile não contam com a cobertura da Boingo.

  • Onde vale a pena: EUA, México, Europa Ocidental, China, Japão, Tailândia, Malásia e Coreia do Sul.
  • Onde não vale a pena: todos os outros países.

O Skype wifi oferece um serviço similar, porém é mais caro, pois cobra por minuto de acesso.

Roaming internacional: não vale a pena

Essa opção tem o mesmo nível de comodidade do chip internacional, porém é beeem mais cara. O roaming internacional consiste em ativar o serviço da sua operadora de celular do Brasil para uso no exterior. Com o seu chip brasileiro você vai poder acessar internet, fazer e receber ligações e mandar SMS em outros países – cada operadora tem planos com características e valores diferentes. Os principais inconvenientes são o preço (na Vivo e Tim, por exemplo, o plano de dados – sem direito a ligações – custa de 30 a 90 reais por dia, dependendo do país visitado) e a franquia de dados que é pequena. A vantagem é que você já sai do Brasil conectada.

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